no dia em que conheci a Isilda, estávamos os dois no mesmo sítio ao mesmo tempo pelas mesmas razões: nenhuma em particular. ela com os lábios pintados de um vermelho demasiado vivo. não gostei dela. sempre me dei ao trabalho de respeitar as pessoas mas nunca fiz o esforço de gostar. as pessoas existem para gostar ou não gostar. foi tão fria que fiquei com dúvidas que o sangue lhe corresse no corpo a mais de 5ºC. descobri mais tarde que entrava em ebulição muito mais facilmente que a água. era elegante. muito. os cabelos muito bem tratados. na primeira vez que entrámos num elevador juntos reparei nos pés bonitos. era verão.
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domingo, 5 de setembro de 2010
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