segunda-feira, 6 de setembro de 2010

na altura saíamos inúmeras vezes à noite para sítios pouco barulhentos. falávamos de facto. o Quintino nunca chegava a horas e duvidava da necessidade do contrário. pescávamos numa escombreira manhosa de difícil acesso de manhã cedo. falávamos. o Quintino mantinha uma relação estritamente sexual com a melhor amiga da mãe e um caso enigmático com a filha da mesma. era um jovem actor promissor como qualquer actor em início de carreira. Dina a filha da melhor amiga da mãe contava que se masturbava a ouvir os gemidos dos pais a fazer amor. a mãe demorava-se imenso nas lojas de roupa em que era atendida por um rapaz bonito e simpático. era capaz de comprar a loja inteira para manter aceso um diálogo com o funcionário bonito e simpático. era incapaz de resistir à tentação de o provocar sexualmente. a Dina tinha a pele morena e uns olhos verdes pouco comuns. os lábios muito contornados davam-lhe um ar africano e contribuíam imenso para o poder de atracção que exercia sobre mim. o Quintino conhecia-me tão pormenorizadamente que me assustava. temia-o tanto como o amava. a Isilda sentava-se na mesa do canto e esperava sempre a novidade.





.

Sem comentários:

Enviar um comentário