segunda-feira, 1 de novembro de 2010

no sítio onde antes teimavam árvores enormes estavam agora entupidas contra a vontade pedras marteladas contra males que ficaram enterrados nos escombros das raízes de todos os medos. era estranho passar agora por ali. a sensação de um cenário incompleto começava no meu corpo dava a volta ao quarteirão e acabava no meu imaginário segundo corpo que não caminhava senão com o meu pensamento. aquela possibilidade de esticar os braços do meu pensamento feito corpo para lá do sítio onde as árvores me mantinham separado do que eu não conhecia deixava-me desconfortável e com vontade de apressar o passo. lá além havia mais gente pouco disponível para reparos prolongados. mais pessoas como nós deste lado que já não fazia sentido.




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