domingo, 17 de outubro de 2010

conheci o Luc. era um vizinho ocasional. gostava como eu de andar a pé à noite. tinha um bigode fino e usava sempre suspensórios que lhe puxavam as calças demasiado para cima. dizia-lhe quando caminhávamos que até prova em contrário todas as pessoas nos queriam bem. ele retorquia que até prova em contrário todas as mulheres queriam foder com ele. por vezes eu duvidava e ocupava-me a fixar o nome das ruas onde passávamos. em casa havia bolachas amanteigadas e um espanta espíritos ao lado do único espelho existente.



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