sábado, 18 de setembro de 2010

numa esquina inventada por duas ruas não paralelas costumava sentar-se uma rapariga magra com um brinco no nariz e mãos doces. as ruas serviam-me de ligação ao mercado tradicional e os prédios sucediam-se rapidamente como a própria idade. a rapariga lia de pernas cruzadas e dificilmente perdia a concentração. levantando a cabeça no momento certo talvez esboçasse um sorriso ligeiro mas não era certeza.




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