domingo, 19 de setembro de 2010

no fim da tarde das sextas o Crispim esperava a Sara na estação de comboios. a Sara e o Crispim mantinham uma relação de conveniência. era conveniente para ela saber que alguém a esperava. era conveniente para ele ter alguém a quem esperar. o Crispim trabalhava num ginásio e gostava de conversar com as clientes. não raramente as clientes abriam-se à intimidade com o Crispim. havia qualquer coisa nele que não deixava as mulheres indiferentes. a Sara estava fora durante a semana e de vez em quando trocavam mensagens escritas. o Crispim já se havia habituado a ter clientes atraídas por ele e procurava nelas razões para não se sentir mais do que sexualmente excitado. encontrava sempre em cada uma motivos suficientes para nao correr o risco de ver a excitação converter-se em paixão. gostava de as sentir húmidas e de as ver chupar. pouco mais. um dia a estação de comboios fechou e a Sara mudou-se para cá por não precisar de ir para lá. nesse dia deixou de ser conveniente. nunca mais se falaram.




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