terça-feira, 31 de agosto de 2010

de vez em quando chovia no verão e era um cheiro a terra que alimentava meio mundo. depois a pornografia levantava-se do chão em caixinhas de cartão e era uma foda seguida de outra. o calor intenso nos corpos só suportados nus envernizados de suor escorrido e pegajoso. a saliva enrolada na língua a libertar um odor maquiavélico. insuportável tensão e a pele arrepiada a desenhar um monstro de tesão descontrolado impossível de dominar. a agitação críptica sobre a lama desgovernada levada das mãos ao contorno das mamas tesas com os bicos apontados às intenções mais sórdidas. tudo quanto chove depressa se evapora.




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