na lavandaria a roupa acumulava-se para além do cesto de vime. as cores já magras não conseguiam tingir os baldes de água na corrente do tempo. o cheiro da humidade insistia numa raiva envelhecida antes mais perpétua do que agora tão ténue. na lavandaria acumulavam-se cheiros e engelhas como migalhas de refeições descuidadas. no meio das migalhas escondia-se uma verdade cada vez mais inverosímil. fechei a porta pelo lado de fora sem me despedir das engelhas e dos cheiros.
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domingo, 7 de novembro de 2010
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