as ruas de plástico foram-se sucedendo e os rios lavando-se a si mesmos. nos poros da minha pele continuam entranhadas as gotas do teu suor. os morangos bravos chamados silvestres que nasciam nas margens do ribeiro desapareceram e os silvados são tão agrestes que ninguém chega às amoras que ainda restam. enterrei na vala que se abriu ao meio um papel que vale tanto como o que é devido. a certeza estampada. o orgulho não é uma coisa bonita e os ossos gelam-me só de o pensar como hipótese. saberás tu que eu adoro o inverno? os cachecóis e as salas cheias. e a chuva quando for intensa a escorrer-nos pelas artérias invisuais? vais saber que o exterior do meu corpo ainda tem o cheiro do interior do teu.
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quarta-feira, 25 de agosto de 2010
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